Para ser livre na vida despojei-me
De toda veleidade de poder.
Tornei-me poeta e recriei-me
A mim, que pouco tinha para ser
Sendo filha de patrão e açoriana,
Com deveres de herança e hierarquia,
Herdeira de uma vinha pampiana
E tratada qual princesa da Turquia.
Mas devo afinal reconhecer
Ser um experimento equivocado
Do homem de gênio e de saber
Que criou-me na total ignorância
De um tal “conceito de pecado”,
O que gerou de amor a minha ânsia...
(sem data)
Há 7 meses
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