Estou em pleno olho da Poesia
Como no funil de um furacão.
Tudo voe ou se retorça em agonia,
No vórtice mantenho os pés no chão.
O soneto é minha âncora ou porão
Quando tudo se torna muito instável
Pois os ventos da vida vêm e vão
No meu pampa inerente e imutável
Que trago no meu seio de memórias
Que mesmo transcendem a minha saudade
E vêm do tempo das batalhas e das glórias.
Mas se me indagam, depois do minuano,
Como posso viver só e nesta herdade:
“Vou e volto com o vento a cada ano...”
Há 7 meses
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