Sejamos céleres, solícitos, serenos,
Alçando-nos aos píncaros do humano;
Ligeiros, mas austeros, sem venenos,
Quando temos que vogar a todo pano;
Modestos, não hipócritas babosos
Bajulando os bravos do sucesso;
Evitemos os luxos e os gozos
Se frutos dos vícios e do excesso;
Tenhamos o talento do possível,
Não desvinculado da virtude
E nunca aos comuns inacessível.
Finalmente sejamos tão perfeitos
Que possamos bater nos nossos peitos
E dizer enfim: Fiz o que pude!
(sem data)
Nota
* Sejamos céleres... - Este soneto começa assim, por causa de uma cena de um filme que a Alma viu junto comigo em DVD aqui na estância. O filme era Os Três Mosqueteiros, e num certo momento, D"Artagnan esporeia o cavalo dizendo para um pagem ou o mensageiro que lhe trouxe uma mensagem urgente: "Sejamos céleres!" E o pagem responde: "Ótimo! Gosto de céleres!"
Alma riu muito, esse tipo de humor bateu-lhe na alma....
(Lucia Welt)
Há 7 meses
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