Quão dúbia é a nossa humanidade,
Mormente no que tange à alegria
Que tanto almeja a eternidade *
Quanto dessa rota nos desvia!
Perdida nos meandros do nadir,
Às voltas com um rol de ninharia,
Em nome de hipotético porvir
Como se fim e morte não havia...
O passado, rico em seu resíduo,
E a memória, sua vocação eterna,
São o lastro-ouro do indivíduo,
Mas só a Poesia ainda elucida
O teatro de sombras da caverna *
Cujo elenco tememos na saída...
(sem data)
Notas
*...à Alegria que tanto almeja a eternidade - Alusão à "Canção de Zaratustra", de Nietszche:
"A dor diz: passa e acaba,
Mas toda alegria quer eternidade,
a profunda eternidade..."
*O teatro de sombras na caverna - Alma faz alusão ao famoso Mito da Caverna, de Platão.
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Acabo de descobrir na Arca este soneto inédito, que postarei no blog dos "Metafísicos da Alma". (Lucia Welt)
Há 7 meses
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