sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

De Vinhos e de Rosas (Alma Welt)

Munir-me de esperanças é preciso
Em meio a tanta dor e decadência
Desta casa que não mais conhece riso,
E o vinhedo agora é de demência.

No centro a própria doida poetisa
Conquanto ainda bela desvairia,
A ver-te em verde mesa numa Ibiza
A jogar a nossa última quantia...

Mas se a Vinha é sonho como penso,
Verei teu Aston Martin a caminho
Depois de um Royal Flush meio tenso.

Bah! Os dias de beleza e plenitude!
Está tudo perdido, a rosa e o vinho,
Bebi a minha quota enquanto pude...

(sem data)

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