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A Dama do Lago- díptico a óleo s/ tela, de Guilherme de Faria, 1977, 110x140cm cada. O primeiro na coleção Elisa Nazarian. Este segundo na coleção do falecido Fernando Carrieri, São Paulo, Brasil
A Dama do Lago (II) (de Alma Welt)
À vezes me sinto quase exausta
De ser este vulcão, esta torrente
De poemas, visões e vida fausta,
Derramada, liberta, transparente.
Tudo revelei, não por bravata,
E me doei generosa a este mundo
E ao Pampa, como água vem do fundo
Da fonte do meu poço da cascata
Aonde sinto deitarei como na cama
Pois aqui avistei-me como a Dama
Do Lago, que recolhe a bela espada
Que eu, como Arthur, me atirarei,
Cumprida a minha missão inusitada,
De volta ao mar de brumas como o rei...
20/12/2006
2 comentários:
À ALMA WELT (II)
(na sequência do seu poema
A Dama do Lago)
Exausta te sentiste quando a vida
Te estava numa linda Primavera,
Optando por fazer uma partida
Que a gente à tua volta nunca espera.
Torrente de poemas... dilacera
Saber que esta poesia colorida
Pertence à tal Poeta que morrera
Aos poucos, por não suportar a vida.
Ah! Alma de minh'alma se te visse
A tempo de dizer-te o que já disse
E o mais que inda teria por dizer,
Quem sabe... tua vida inda florisse
E fosse o nosso chão uma planície
Com tantas plantas boas a crescer...
Um beijo, amiga
Joaquim Sustelo
Que belíssimo soneto de homenagem à Alma, amigo Sustelo.
Onde ela estiver, certamente estará grata e comovida, como eu...
Beijos
da Lu
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