Mantive nos últimos dias esta correspondência com o poeta luso Joaquim Sustelo, que se tornou admirador dos sonetos de minha irmã, postados no Mural dos Escritores, onde ambos publicamos. Mas logo percebi que ele admirava os sonetos pensando que seriam meus, isto é que a Alma seria um pseudônimo meu. Ao perceber o equívoco logo o esclareci:
Date: Tue, 15 Dec 2009 20:44:05
From: Lucia Welt
To: Joaquim Sustelo
Obrigadíssima caro Sustelo pelas amáveis palavras, que tanto me incentivam a continuar divulgando a obra de minha saudosa irmã Alma Welt.
Abraço
da Lucia
---------------------------------
From: Joaquim Sustelo
To: Lucia Welt
De nada, amiga.
Mas a poesia não é tua?
--------------------------------------------
From: Lucia Welt
To: Joaquim Sustelo
Não, caro Sustelo. A poetisa é a minha falecida irmã Alma Welt 1972-2007, que suicidou-se aos 35 anos, no auge de sua beleza e talento, no dia 20/01/2007. Desde então sou sua devotada divulgadora e comentarista. Abri e administro 37 blogs, desde 2007, para a sua imensa obra. Só de sonetos já descobri mais de 1.500, além de contos, crônicas, contos, novelas e romances escritos por ela em sua curta mas tão fecunda vida. Ela deixou isso tudo manuscrito guardado numa arca que encontrei, para minha grande surpresa,após a sua morte, no sótão do casarão de nossa estância aqui no Pampa riograndense. Todos os dias encontro coisas novas que constato serem inéditas, e as digito e publico, nos blogs póstumos dela, aqui e em mais meia dúzia de portais literários coletivos. Creio que precisarei de mais dez anos no mínimo, para fazer o "rescaldo" completo de sua obra.
Os raros poemas e sonetos meus que publico com o meu nome, quase sempre são homenagens a ela ou a ela se referem.
Sinto muito, caro Sustelo, de alguma forma decepcionar-te.
Abraço
Lucia
----------------------------------------------
Não Lúcia, a mim não me decepcionaste. Passarei é a ler-te pensando nela. Fiquei muito triste ao saber que já não está entre nós. Penso que deverei homenageá-la, e a ti também por a divulgares.
Um beijo para ambas.
Sustelo
-------------------------------------------------------------
À ALMA WELT
Não sei como falar da tua alma
Que em tempos nos deixou belos poemas...
Que vem mostrar a vida em tantos temas
A vida onde na qual perdeste a calma
Ainda assim eu venho dar-te a palma
Que embora não vencesses os problemas
Confiro no que leio os diademas
Da Poeta soberana que me acalma
E tento que o poema meu se esbelte
Para homenagear-te, ó Alma Welt,
Tu que escreveste lindo em tua vida
Porém talvez não tenha arte ou argúcia
E peço o meu perdão à mana Lúcia
Que mostra a tua arte... embevecida.
Joaquim Sustelo
__________________________________
Joaquim Sustelo disse...
À ALMA WELT (II)
(na sequência do seu poema
A Dama do Lago)
Exausta te sentiste quando a vida
Te estava numa linda Primavera,
Optando por fazer uma partida
Que a gente à tua volta nunca espera.
Torrente de poemas... dilacera
Saber que esta poesia colorida
Pertence à tal Poeta que morrera
Aos poucos, por não suportar a vida.
Ah! Alma de minh'alma se te visse
A tempo de dizer-te o que já disse
E o mais que inda teria por dizer,
Quem sabe... tua vida inda florisse
E fosse o nosso chão uma planície
Com tantas plantas boas a crescer...
Um beijo, amiga
Joaquim Sustelo
25 de dezembro de 2009 05:06
Lúcia Welt disse...
Que belíssimo soneto de homenagem à Alma, amigo Sustelo.
Onde ela estiver, certamente estará grata e comovida, como eu...
Beijos
da Lu
Há 6 anos
Um comentário:
Boa noite Lúcia.
Muito sensibilizado por teres colocado no Blog a nossa conversa e o meu poema. Agradeço-te do fundo do coração.
Para ti um grande beijo de amizade. E para a Alma também, que passei tanto a admirar pelo que escrevia.
Joaquim Sustelo
Postar um comentário