Amor, que nem quer ser uma arte
Mas se sobrepõe às outras todas
Costuma dar um show à parte
No palco das exéquias e das bodas.
Vê como choram os presentes
Em torno do caixão do falecido
Ou quando se casam os nubentes
E Amor tem a palavra de sentido,
Mormente no beijo e no abraço
Do silêncio eloqüente dos amigos,
Na lágrima que na face faz um traço.
E as que jazem no coração suspensas
Por mágoas e rancores muito antigos
Brotam n’alma justo quando menos pensas...
(sem data)
Há 7 meses
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