sábado, 30 de outubro de 2010

Tara (de Alma Welt)

Quando diante estou do meu amor
Tudo em mim desperta e se alteia:
O bom, o belo e, sim, um tanto a dor,
Nunca o mal, a face escura e feia.

E quero somente dar-me e dar-me,
Nada exigindo, e esse é ponto frágil
Dessa fina sintonia leve e ágil
Com seu riso, sua pele e o seu charme.

Mas, ai! Certo de mim, ele não pára
E pode então ser livre e ir pro mundo
Bem longe do que dizem: nossa tara!

E eu sei em minha poesia rebelada:
Voltará, não por remorso bem no fundo:
Por clamor de nossa carne abandonada...

(sem data)

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