Amo deitar-me nua na coxilha,
Ao luar, já que evito me dourar
À luz do sol, embora dele filha,
O que faz em meus cabelos se notar,
Loura arruivada e muito branca,
Visada aqui no pampa, destoante,
Desde guria com meu irmão infante,
Até o expandir de minha anca.
E o povo do campo ou das aldeias
Aponta aos seus filhos com o dedo
As minhas pernas alvas como meias.
E os imagino a dizer sem ironia:
“Guris, bem sei que ela faz medo,
Mas é só uma doida da Poesia...”
09/04/1999
Há 7 meses
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