Que mais posso fazer por meu destino?
Deixar-me assim passiva, sem ação
Como uma rês que vai batendo um sino,
Pra acompanhada ser pelo patrão
De longe, na verdade indiferente
Enquanto não a queira alguém roubar?
Pois o objeto do desejo de outra gente
Passa a ser do que o vivia a desprezar...
Então cala-te, guria, não provoques
O Grão-Mestre das Sinas, caprichoso,
Que tem fama de fazer alguns retoques
Para afinar com perfeição o nosso fim
Como a um Stradivarius virtuoso
Não o sino da tal rês... e ai de mim!
16/01/2007
Há 7 meses
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