Para viver a minha alma escrevo.
Não poderia ser sem me atrever...
E pergunto ao vento: “A que devo
Tanta honra da visita merecer?”
“A que devo, ó sol, e brancas nuvens,
Suas dádivas, seu calor e suas chuvas?
E voz outras, avezinhas e corujas
Com essa maciez de suas penugens?”
Matilde abana sua cabeça, enfastiada,
E diz, voltando logo ao casarão:
“Por ti, guria, já não posso fazer nada...”
“Tens a cabeça fraca ou complicada
E perguntas do enviado a intenção,
Quando devias ajoelhar por seu Patrão...”
(sem data)
Há 7 meses
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