quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Cabeça de Alma (de Alma Welt)

Para viver a minha alma escrevo.
Não poderia ser sem me atrever...
E pergunto ao vento: “A que devo
Tanta honra da visita merecer?”

“A que devo, ó sol, e brancas nuvens,
Suas dádivas, seu calor e suas chuvas?
E voz outras, avezinhas e corujas
Com essa maciez de suas penugens?”

Matilde abana sua cabeça, enfastiada,
E diz, voltando logo ao casarão:
“Por ti, guria, já não posso fazer nada...”

“Tens a cabeça fraca ou complicada
E perguntas do enviado a intenção,
Quando devias ajoelhar por seu Patrão...”

(sem data)

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