Quando está ventando, e muito venta,
Na planura sem resguardo da coxilha,
Eu vejo minha vida em marcha lenta
E ao som maravilhoso de uma trilha
Musical e de pequena orquestra,
Com momentos de festa de galpão
Com rabecas e fole, o acordeão,
Que aqui é só a gaita, e muito destra...
E eu, guria, dançando na torrente
A segurar a minha saia só de um lado
Rodopiando em torno, eternamente.
Sonho de vento, dúbio e recorrente,
Carregado de alegrias do passado
A confundir o Tempo em minha mente...
(sem data)
Há 7 meses
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