domingo, 26 de setembro de 2010

Sob a macieira (de Alma Welt)

Reincidindo vivi no meu exílio
Mesmo que cumprindo o meu dever:
A mim mesma a meta de escrever
Ao menos um soneto entre afazeres

Ou conto, uma lorota, uma lenda
Que já justificasse o meu degredo
Num paraíso em forma de fazenda,
Esta louca estância e seu vinhedo.

Mas sob a macieira e sua ramada
Entreguei-me de novo ao meu amor
Muito além da quota estipulada...

E sem labores, partos, dores pra pagar,
Que estava sem mais o que dispor,
Ainda em versos eu podia suspirar...

(sem data)

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