Reincidindo vivi no meu exílio
Mesmo que cumprindo o meu dever:
A mim mesma a meta de escrever
Ao menos um soneto entre afazeres
Ou conto, uma lorota, uma lenda
Que já justificasse o meu degredo
Num paraíso em forma de fazenda,
Esta louca estância e seu vinhedo.
Mas sob a macieira e sua ramada
Entreguei-me de novo ao meu amor
Muito além da quota estipulada...
E sem labores, partos, dores pra pagar,
Que estava sem mais o que dispor,
Ainda em versos eu podia suspirar...
(sem data)
Há 7 meses
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