Os meus dias felizes que se foram,
A memória os guarda, não acabam,
O tempo os não alcança aonde moram,
Do coração e mente não se apagam.
As paredes já estalam de agonia
As pranchas rangem no silêncio
Da solidão que há muito me seguia
E se instalou no casarão imenso...
Mas o poeta não pode ser detido
Nada pode abater o incansável
Que busca o território prometido,
O plano onde os sonhos são a norma
E constroem nova vida no Inefável
Onde o verbo e o vento tomam forma...
(sem data)
Há 7 meses
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