domingo, 29 de agosto de 2010

Restos do Baile (de Alma Welt)

Que faremos nós de nossa vida
Com os restos do baile já no chão,
O amor tendo feito a despedida,
Despido o figurino de ilusão?

Sentaremos todos na varanda
A olhar o poente nosso eterno
Mestre de toda vida que desanda
Como verdes folhas ante o inverno...

Mas se algo nos resta de esperança
Foi porque o amor deitou semente,
Que Amor, como a vida, não se cansa

E volta, e volta sempre, mais e mais,
Para nos deixar claro e presente:
Nem na morte esse contrato se desfaz...

(sem data)

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