Viver como se fosse eternamente,
Quando se tem a consciência vigilante,
E a morte a rondar, sempre presente,
Eis o fardo que carrego tão constante.
De tal contradição brotou a Alma
Em permanente urgência de sentir,
Enquanto os que me cercam vêm pedir
Menos ardor, paixão... e muita calma.
Mas o que pode uma moça como eu
Nascida sob o signo da Arte
A que meu próprio pai me prometeu?
Báh! Quisera descansar, mas só de mim,
E não mais ter assim, em toda parte,
O olhar que aceita tudo, exceto o fim...
(sem data)
Há 8 meses
Nenhum comentário:
Postar um comentário