Ser prudente, modesta, equilibrada,
São coisas que nunca consegui;
Aceitar a pequenez como jornada
No mundo real em que me vi,
Jamais pude acatar e me rebelo
Somente por ser Alma e ignorar
Tudo o que mesmo não for belo
Ou que em beleza não possa transformar.
Meu consolo é que pouco desta vida
Não se pode em arte e graça revelar
Em sua bela imagem refletida.
Só a Moira* me é ainda estranha
Como uma estrangeira em nosso lar
Que há muito se hospedou e não se banha...
(sem data
* Moira - o arquétipo feminino da Morte, uma das personas de Ananque, a deusa da Necessidade ou do Destino, no Orfismo, doutrina reencarnacionista e religião de mistérios da antiga Grécia, nascida por volta do século VII AC e da qual Pitágoras é um expoente e Platão seu mais ilustre eco tardio. (Lucia Welt)
Há 8 meses
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