Tem dias que mal posso me conter
E corro rasgando as minhas roupas
Como aquelas histéricas ou loucas
Que o doutor Freud julgava compreender.
O “arco histérico” também realizei,
Um pouco talvez pela cultura
Pois não sei onde acaba minha loucura
E começa o que de mim me imaginei.
Mas ver a prenda, bela filha do patrão,
No campo, nua, a fazer acrobacias
Foi de mais para o pobre de um peão
Que perdido também, ficou, de amores,
Pois seu pequeno mundo sem malícias
Corroeu-se em confusão, desejo e dores.
(sem data)
Há 8 meses
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