Interessar-me, sim, por quase tudo,
Foi esse o meu segredo de Poesia,
Mas também certo teor de fantasia
E algo do que está oculto e mudo.
A chave do soneto é a amarra
Daquele impossível que se diga;
Tanto o canto inútil da cigarra
Quanto o trabalho da formiga.
Não vem do sagrado nem do laico
A verdadeira linguagem do real
Mas daquilo que se forma no mosaico
De coisas tão distantes do ideal:
Não o gesto pleno, mas tremor...
E do vento, o sul, o medo e a cor.
(sem data)
Há 8 meses
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