Me lembro que durante minha infância,
Quando a chuva caía torrencial
Com aqueles raios sobre a estância,
Eu via aquilo como algo pessoal.
Os estalos então eram açoites,
E a trovoada uma grande gritaria
Para me punir dentro das noites,
Que nelas me ocultar não poderia.
Mas, báh! debaixo do lençol
Ou da minha manta pampiana,
Eu estava segura como ao sol,
E mais, porque o Rodo aproveitava
Para entrar também nessa cabana
E era o sol que comigo se deitava...
28/04/2005
Há 8 meses
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