Noites de fandango em nossa estância,
Em que tudo concorria para amar:
Os sons, os cheiros, nossa infância,
Nosso jardim adormecido a flutuar
Naquela dança de coruscantes lumes
Que sabíamos que eram nossas fadas
E velavam como pequeninos numes
O sono leve das flores e ramadas.
Galdério, sua gaita em meu ouvido,
Esse nosso uruguaio tão dileto
Que já era esteio em nosso teto,
Doando-nos, de fundo, som e verso,
A um cenário da alma, comovido:
Meus pais, peões, a casa, o universo...
23/04/2005
Há 8 meses
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