
Nave Louca -desenho de Guilherme de Faria a pincel, nanquin e aquarela
Devemos navegar e deixar ser,
Dizia meu pai prudente e sábio:
Os abrolhos ao outro dar a ver
E nos lábios dividir o astrolábio
Da tal navegação em boas águas
Para evitar arquipélagos fatais,
As Ilhas do Rancor e a das Mágoas
E aquelas de emergentes canibais
Frágil, por mais que destemida,
A nossa nave louca é uma só,
Com o lastro dos lances de uma vida.
E se formos a pique na empreitada,
Ligar pr’um seu compadre, o velho Jó,
A quem já foi tirado tudo e nada...
22/08/2006
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