Não te direi meu nome, ó meu leitor,
Conheces bem a minha alma de guria:
Uma rosa co’outro nome ainda seria
A mesma rosa a que Julieta deu amor.
Abri meu coração sem guardar nada
Ao longo desta minha vida breve,
Tão intensa como a noite densa e leve
Do encontro após a festa, na sacada.
Não troquei juras do amor que mesma sou,
E em versos não preciso protestá-lo
Se meu peito foi aberto num estalo
Na noite em que num primeiro vôo
Lancei ledo soneto que falava
Do que sob a sacada me aguardava...
(sem data)
Há 8 meses
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