sexta-feira, 12 de março de 2010

Alma Capuletto (de Alma Welt)

Não te direi meu nome, ó meu leitor,
Conheces bem a minha alma de guria:
Uma rosa co’outro nome ainda seria
A mesma rosa a que Julieta deu amor.

Abri meu coração sem guardar nada
Ao longo desta minha vida breve,
Tão intensa como a noite densa e leve
Do encontro após a festa, na sacada.

Não troquei juras do amor que mesma sou,
E em versos não preciso protestá-lo
Se meu peito foi aberto num estalo

Na noite em que num primeiro vôo
Lancei ledo soneto que falava
Do que sob a sacada me aguardava...

(sem data)

Nenhum comentário: