Mereço estar de novo em plenitude,
Já que é este o paraíso que me coube,
E o mais que desejar jamais eu pude:
Meu pampa e que ninguém, Senhor, mo roube.
Eu sei, expulsa fui do meu pomar,
Longe até desabrochei, mas exilada
Sonhei a ele do degredo só voltar,
Eis-me aqui, poeta e retornada!
Por meu levante andei, sangrei, do Éden,
E as feridas e canseiras que sofri
Não há versos ou sonetos que os medem...
Mas estar a contar sílabas na Vinha
Entre as uvas cujos vinhos nem bebi,
É tão belo, Senhor... serei boazinha!
(sem data)
Há 7 meses
Nenhum comentário:
Postar um comentário