sábado, 2 de outubro de 2010

Perdida de poesia (de Alma Welt)

Meus dias foram belos e dourados
E pois me doem mais estes sombrios
Em que agora vago pelos prados
No fluxo interior de escuros rios

Que me levam assim meio demente
A coroar-me de sonetos e jasmim
Como Ofélia que ficou para semente
E carrega suas flores sem ter fim.

Puseram-me camisa de onze varas
Ou aquela com um laço ali atrás
Com que sempre mimam as mais raras...

E agora assim perdida de poesia
Caminho ao poço inverso, mais e mais,
Onde toda vaidade se esvazia...

15/01/2007

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