Também eu canto de amor, impenitente,
Já que amo e amada sou por meu irmão,
Mas tão logo condenada pela gente
Que segue a norma, a lei e o padrão.
Mas, vede, um grande amor se sobrepõe
Às regras arbitrárias e as afronta
Qual aquele que o grande bardo conta
E no ápice do amor humano põe.
E tentei, bah, como! e ainda tento
Vencer a maré dos descontentes
Às custas do verbo e do talento
Navegando numa nau de versos puros
Em que vamos, ele e eu, pelos poentes,
À Ilha dos que desconhecem muros...
(sem data)
Há 7 meses
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