domingo, 24 de outubro de 2010

A ilha dos sem-muros (de Alma Welt)

Também eu canto de amor, impenitente,
Já que amo e amada sou por meu irmão,
Mas tão logo condenada pela gente
Que segue a norma, a lei e o padrão.

Mas, vede, um grande amor se sobrepõe
Às regras arbitrárias e as afronta
Qual aquele que o grande bardo conta
E no ápice do amor humano põe.

E tentei, bah, como! e ainda tento
Vencer a maré dos descontentes
Às custas do verbo e do talento

Navegando numa nau de versos puros
Em que vamos, ele e eu, pelos poentes,
À Ilha dos que desconhecem muros...

(sem data)

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