terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Gincana (de Alma Welt)

Padecemos, Rodo e eu, de um desatino
Do coração ou da alma, não sei bem,
Que nos faz correr para o Destino
Conscientes demais que a vida o tem.

Somos trágicos, pois, é o que somos,
Malgrado seja nosso fim universal.
Ao homem foram dados muitos pomos
Pra iludi-lo, a cada dia no final.

Mas Ele a nós poetas não engana,
Embora nos prometa o louro e a lira
E o prazer contido na Gincana...

Como mágico em festa de criança,
Deus dá a moedinha que nos tira
Como prêmio ilusório de esperança...

24/09/2006

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