Padecemos, Rodo e eu, de um desatino
Do coração ou da alma, não sei bem,
Que nos faz correr para o Destino
Conscientes demais que a vida o tem.
Somos trágicos, pois, é o que somos,
Malgrado seja nosso fim universal.
Ao homem foram dados muitos pomos
Pra iludi-lo, a cada dia no final.
Mas Ele a nós poetas não engana,
Embora nos prometa o louro e a lira
E o prazer contido na Gincana...
Como mágico em festa de criança,
Deus dá a moedinha que nos tira
Como prêmio ilusório de esperança...
24/09/2006
Há 7 meses
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