A barca já vem vindo no poente...
Estou ao pé do cais, o pala ao vento
A face pálida a olhar serenamente
As velas do meu próprio pensamento.
Leva-me, ó barca, que estou pronta!
Fechei o último soneto, pus um Fim
As resmas quis contar, perdi a conta,
E muito é o melhor, mesmo, de mim.
Mas dói! Ai! não é medo, é já saudade
E minha vida já está a desfilar
Ante estes meus olhos sem idade...
A vagar e a largar peça por peça,
No pomar põe-se a guria a desnudar,
A saga desta Alma então começa...
19/01/2007
Há 7 meses
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