quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Arremedo (Alma Welt)

Nossa vida se constrói à revelia
Dos sonhos todavia os refletindo,
Nosso ser sendo apenas quem seria
Se sendo assim não estivesse rindo

De nós, enganados de nós mesmos
Pelo arremedo de ser que nos habita
Pois ao vestir o ser então nos vemos
Na casca de Bernardo, o Eremita...

Assim a verdadeira história nossa
É aquela dos sonhos e quereres
Que ficaram na caixa dos haveres

Que destampada um dia qual pandora
Nos cobrarão no meio de uma coça,
Surra santa que já sinto desde agora...

(sem data)


Nota

ARRE! Medo...

(Lucia Welt)

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