quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Epitáfio no espelho (de Alma Welt)

Contar minhas fraquezas sem que torça,
Mesmo com alguns traços perversos,
E assim transfigurar-me em minha força,
Que fica então plasmada nos meus versos,

Que é ser vulnerável enquanto humana,
Tanto que sangrar é o meu mérito
Já que o fiz não só por minha "xana"
Mas diante deste mundo de pretérito...

E chorarão comigo o que não pude
Aqueles que me virem muito após,
Pois que não conheci decrepitude,

E se fui frágil, serei bela eternamente,
Rosto puro que não quis cremes e pós
Pra olhar-me no espelho que é a mente...

14/01/2007

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