Já estive aqui em outras Eras
Neste Pampa de bravatas e de glória;
Voltei como voltam primaveras
Malgrado algumas sombras da memória,
De noite a pôr-me o sono perturbado
Com os suspiros e o ranger do casarão,
Bem mais que os concertos do meu prado
Saudados pelos uivos do meu cão.
Todavia quem amou e foi amada
Por um belo corsário de outros mares,
Não teme mais as sombras e os azares...
Só uma delas me confunde e desnorteia:
Grande pedra por um laço arrematada
De um fio que destoa em minha teia...
(sem data)
Nota
Acabo de descobrir este soneto inédito na Arca da Alma, e que é mais um, estarrecedor, das premonições da Alma sobre as circunstâncias de sua morte (vide a carta que escrevi e coloquei na época na página da poetisa naquele malfadado Recanto das Letras (por encontrar a senha salva) e que agora está há anos postada no blog Vida e Obra de Alma Welt:
www.almawelt.blogspot.com
(Lucia Welt)
Há 7 meses
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