De repente minha máscara caiu...
Levantei-a, desloquei-a para a testa
O baile desvelou-se e decaiu,
Para mim é chegado o fim da festa.
As doze badaladas já me soam,
E minha máscara no topo da cabeça
Mantém sorriso enquanto as horas voam,
Para que a Moira ainda não desça...
Bah! Como fui bela, quão dancei!
Meu riso cristalino agora mudo
Era um guiso que permeava tudo
E os que me mantêm são meros ecos
Dentro de um teatrinho de bonecos
Num Baile de Ilusões que comandei...
16/01/2007
Nota
Infelizmente a máscara no topo da cabeça e os ecos dos risos não lograram enganar mais tempo a terrível Moira. Dentro de quatro dias Alma estaria morta... (Lucia Welt)
Há 7 meses
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