Como nos amávamos nas noites,
Quando do jogo voltava o meu irmão!
Mas dizia a Matilde: “Não te afoites,
Que não dura nem todo o verão...”
“Logo o verás fazer a mala,
E roncar o motor em sua ânsia
De queimar pneu por essa ala
Que leva à porteira desta estância.”
“E sei que chorarás, tendo abraçado
Suas pernas, qual guria-carrapato,
E, louca, arrancando-lhe o sapato."
“Tanto agarramento até que parta,
Que pra mim já parece desculpado
De querer mais fichas e outra carta...”
(sem data)
Há 7 meses
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