Não sobreviverei à minha poesia
Que veio duplicar minha existência,
Ao renová-la assim, dia por dia
Com a mesma magia e reverência.
Privilégio? Sim. Ou não talvez.
Começo a suspeitar de uma armadilha
Armada pelos deuses da coxilha,
Ingênua que fui, por minha vez,
Que esperando um lugar no panteon,
Me votei ao verso e à solidão,
E nunca aos vãos letreiros de neon.
E agora: angústia, ar rarefeito,
Himalaia de alturas no meu peito,
Nas imensas escaladas de ilusão...
14/01/2007
Há 7 meses
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