quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Armadilha ( de Alma Welt)

Não sobreviverei à minha poesia
Que veio duplicar minha existência,
Ao renová-la assim, dia por dia
Com a mesma magia e reverência.

Privilégio? Sim. Ou não talvez.
Começo a suspeitar de uma armadilha
Armada pelos deuses da coxilha,
Ingênua que fui, por minha vez,

Que esperando um lugar no panteon,
Me votei ao verso e à solidão,
E nunca aos vãos letreiros de neon.

E agora: angústia, ar rarefeito,
Himalaia de alturas no meu peito,
Nas imensas escaladas de ilusão...

14/01/2007

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