Quando lanço um soneto no papel
Nunca sei o que virá, eis o segredo
E também a razão de tanto enredo
E tanto o que dizer, como um tropel,
Uma manada sem fim de pensamentos,
A brotar de um só manancial,
Como da coxilha os nobres ventos
Sob o comando do frio vento austral:
O Minuano, rio grande, rei patrono,
Que me permite ser poeta e ter amores
Desde que me curve ante seu trono.
E a razão de tanto tema, velho ou novo,
Perdoem-me ou não os meus leitores,
É que almejo ser um rio pro meu povo...
(sem data)
Nota
Sim, a inspiração da grande Poetisa universal do Pampa parece ser sem fim. Já são mais de 1.800 sonetos descobertos e publicados em muitos dos 38 blogs que abri para abrigar a sua prodigiosa e prolífica obra. Confiram os que quiserem ou puderem... (Lucia Welt)
Há 8 meses
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