quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Eterno Retorno (V) (de Alma Welt)

Eu sei que voltarei como poeta,
E se abandonada na coxilha
Vagarei novamente, mas com meta,
Rumo à minha casa, porto e ilha

No mar ondulado verde e terno
Que me acolheu mais de uma vez
No mesmo casarão vetusto, eterno,
Com Anita a me contar que voto fez

Para seguir o italiano que a perdeu
De amores e de juras de futuro
E a coragem assim soprada lhe valeu.

E de novo, viverei com as memórias
Deles a cercar-me como um muro,
De sonhos, de farrapos e de glórias...

(sem data)

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