Eu sei que voltarei como poeta,
E se abandonada na coxilha
Vagarei novamente, mas com meta,
Rumo à minha casa, porto e ilha
No mar ondulado verde e terno
Que me acolheu mais de uma vez
No mesmo casarão vetusto, eterno,
Com Anita a me contar que voto fez
Para seguir o italiano que a perdeu
De amores e de juras de futuro
E a coragem assim soprada lhe valeu.
E de novo, viverei com as memórias
Deles a cercar-me como um muro,
De sonhos, de farrapos e de glórias...
(sem data)
Há 8 meses
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