“A macieira desde então não floriu mais
Como a dizer pra encerrar meu canto...”
“Como pode ser tão frágil um ser sagaz?”
Diz meu irmão Rodo com espanto;
“Aqui mesmo entrarás em novas eras
E esta árvore te verá como uma bisa,
Ou então como a velha poetisa
Consagrada e ilustre, como esperas.”
Mas olhando-me nos olhos se calou
Pois viu algo que não queria ver,
O que a mim mesma me alarmou.
E corri para o espelho a perscrutar
A sombra que ele não queria achar,
Ele que blefa suas cartas sem tremer...
12/01/2007
Há 8 meses
Nenhum comentário:
Postar um comentário