quarta-feira, 14 de abril de 2010

A macieira não floriu (de Alma Welt)

“A macieira desde então não floriu mais
Como a dizer pra encerrar meu canto...”
“Como pode ser tão frágil um ser sagaz?”
Diz meu irmão Rodo com espanto;

“Aqui mesmo entrarás em novas eras
E esta árvore te verá como uma bisa,
Ou então como a velha poetisa
Consagrada e ilustre, como esperas.”

Mas olhando-me nos olhos se calou
Pois viu algo que não queria ver,
O que a mim mesma me alarmou.

E corri para o espelho a perscrutar
A sombra que ele não queria achar,
Ele que blefa suas cartas sem tremer...

12/01/2007

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