terça-feira, 16 de março de 2010

Pelo dia das mulheres (de Alma Welt)

São Tomé não foi por Cristo rebaixado
Mas virou santo junto com seus pares,
Doze que eles eram, só um punhado,
Ainda deixaram Madalena aos azares.

Não me conformo com a hipocrisia
Em torno da mulher, a “pecadora”,
Que por mais que se esfalfe numa pia,
Nunca Pia, detratada e amadora.

Reivindico por isso uma carteira
Pras mulheres da rua e de madame
Nem que eu venha ser a derradeira

Invertendo a subida da ladeira,
Assim mesmo, desabrida, sem vexame:
Poetisa, santa mártir e rameira.

(sem data)

Nota
Que pena que só hoje descobri este soneto na Arca da Alma, uma semana depois do Dia Internacional da Mulher.
Bem... sempre é tempo, acho.
(Lucia Welt)

Nenhum comentário: