São Tomé não foi por Cristo rebaixado
Mas virou santo junto com seus pares,
Doze que eles eram, só um punhado,
Ainda deixaram Madalena aos azares.
Não me conformo com a hipocrisia
Em torno da mulher, a “pecadora”,
Que por mais que se esfalfe numa pia,
Nunca Pia, detratada e amadora.
Reivindico por isso uma carteira
Pras mulheres da rua e de madame
Nem que eu venha ser a derradeira
Invertendo a subida da ladeira,
Assim mesmo, desabrida, sem vexame:
Poetisa, santa mártir e rameira.
(sem data)
Nota
Que pena que só hoje descobri este soneto na Arca da Alma, uma semana depois do Dia Internacional da Mulher.
Bem... sempre é tempo, acho.
(Lucia Welt)
Há 8 meses
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