segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No poente (de Alma Welt)

Hoje vamos mais longe, meu Galdério.
Atrele a Zóia, nossa égua paciente.
Quero ir ao horizonte, isto é sério,
Sonhei que chegaremos, no poente,

A uma estranha casita de madeira
Onde está o Amor que não conheço,
Que me enviou recado e endereço
Como a última casa da fronteira.

Eu sei que isso parece delirante,
Mas tu me conheces, tenho tino,
Que não perco tempo e sigo adiante

Religando os meus pontos em destaque,
Como aquele seu jogo de almanaque,
A fechar-me um circuito de Destino...

15/11/2006

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