Às três ou quatro conhecidas dimensões
Que podemos constatar ou só inferir,
Se juntará a mais sutil das ilações,
Que é a nossa dimensão de Existir.
Entretanto dela não sabemos nada,
Nem o sentido, quanto mais definição.
Todavia persistimos na jornada
Como se isso fosse mesmo conclusão.
Mas o simples mistério da Existência
Descortina para nós o Infinito
Que por certo disso tudo é a essência.
Mas o que é a Essência não sabemos,
Pois ainda nem sabemos do que vemos
Além do simples vôo de um mosquito.
(sem data)
Nota
Minha irmã, com a sua natural superioridade de espírito e generosidade, somente exercia a sua sutil ironia na abordagem de questões intelectuais ou metafísicas, nunca sobre pessoas. Este curioso soneto que acabo de descobrir na sua Arca de inéditos, é um exemplo disso. Notem que os verdadeiros humanistas, como a Alma mesma, preferem a ternura à ironia, quando abordam as fraquesas humanas...
(Lucia Welt)
Há 7 meses
Nenhum comentário:
Postar um comentário