Longas vigílias, sofridas, da razão,
Em que a mente luta contra o fado,
O triste destino em comunhão
Do homem como ser desamparado.
Somos para a morte e por certo
É esse o grande laço que nos une
E talvez o segredo do deserto
Com que às vezes o coração nos pune.
No fatal desenlace somos unos
Ou, ao contrário, é a suprema solidão?
Quais os signos e momentos oportunos
Onde a revelação está, se nos escapa?
A resposta é uma cruz, uma canção,
Ou se encontra em nós sob uma capa?
(sem data)
Nota
Acabo de encontrar este soneto na Arca da Alma, que percebi ser inédito, e me apressei em postá-lo no blog dos Metafísicos da Alma. O espectro próximo da Morte encontrava ressonâncias no espírito filosófico agnóstico da Poetisa. Entretanto, ela, como poeta, era consciente de não ter respostas, somente perguntas... (Lucia Welt)
Há 11 meses
Nenhum comentário:
Postar um comentário