Plantei uma figueira no pomar
Que vejo lentamente erguer seu porte,
Mas não sei se a verei frutificar
Embora na verdade não importe
Pois o mesmo acontece com o verso
Que lanço no papel ou nessa rede
Como pólen de poesia, que disperso
Vai dar aos corações e sua sede.
Todavia não verei a passarada
Como essas figueiras já frondosas
De que venero a sombra projetada.
Mas sei que os frutos esparzidos
Deitam raízes nos solos escolhidos,
Não desabrocham logo como as rosas.
09/10/2006
Há 6 anos
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